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Compliance Zero: Investigação aponta elo entre Banco Master e desvios em fundos municipais, incluindo Rolim de Moura (RO)

Investigadores identificam modus operandi repetido em transações da Sefer Investimentos, conectando o atual inquérito a esquemas de desvios em fundos de pensão de servidores municipais de Rondônia

17 de fevereiro de 2026 🔒 Exclusivo assinantes

A Polícia Federal (PF) iniciou um processo de reexame de perícias e documentos de investigações passadas que possuem conexões diretas com o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A medida ocorre após a corporação identificar um modus operandi recorrente em transações financeiras que envolvem o entorno familiar do banqueiro e o uso de fundos de investimento para a circulação de capitais.

Esses registros, que agora integram o inquérito da segunda fase da Operação Compliance Zero — deflagrada em 14 de janeiro de 2026 como medida preventiva —, buscam esclarecer a origem e o destino de repasses milionários.

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O elo com a Operação Fundo Fake

Segundo as apurações, a Sefer Investimentos DTVM (anteriormente denominada Foco DTVM) aparece como peça central em análises periciais que apontam fluxos de recursos destinados a companhias controladas por familiares de Daniel Vorcaro. A corretora já havia sido citada na Operação Fundo Fake, deflagrada em 2020.

Naquela ocasião, a investigação debruçou-se sobre desvios em fundos de previdência de servidores municipais, com destaque para o município de Rolim de Moura, no interior de Rondônia. O relatório da perícia descreve uma engrenagem onde recursos de fundos geridos pela Sefer — especificamente os fundos São Domingos e Monte Carlo — eram direcionados a empresas ligadas ao núcleo familiar do banqueiro.

Fluxo financeiro e empresas sob suspeita

A análise técnica da PF indica que a estrutura utilizava fundos imobiliários e empresas interligadas para movimentar valores. Entre as companhias que receberam recursos desses fundos, destacam-se:

  • Milo Investimentos (recebeu aproximadamente R$ 64 milhões);

  • Mercatto Incorporações (destinatária de mais de R$ 15 milhões em oito meses);

  • Inter Participações;

  • Prime Business Participações;

  • SPE Cesto Incorporadora.

De acordo com registros da Receita Federal, essas empresas possuem sede no mesmo endereço, em Nova Lima (MG), e estão sob a administração de Henrique Vorcaro (pai de Daniel) e Natália Vorcaro Zettel (irmã do banqueiro). Ambos foram alvo das diligências mais recentes da Polícia Federal.

Transferências diretas e mudança de relatoria

Além dos repasses empresariais, os investigadores identificaram três transferências diretas para a conta pessoal de Daniel Vorcaro, somando cerca de R$ 2 milhõe em 2017. As operações foram classificadas como “atípicas e incompatíveis” com a dinâmica usual de investimentos declarada na época.

O caso, que anteriormente estava sob a relatoria do ministro Dias Toffoli no Supremo Tribunal Federal (STF), passou agora para a responsabilidade do ministro André Mendonça. Fontes ligadas à investigação afirmam que a Sefer passou a integrar o escopo principal da Compliance Zero devido à semelhança da dinâmica observada com os fundos da Reag, instituição que foi posteriormente liquidada pelo Banco Central.

A atual etapa da investigação busca confirmar se houve o uso sistemático dessas estruturas empresariais para a reorganização de fluxos financeiros dentro do ecossistema ligado ao Banco Master, configurando possíveis crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.


Até o fechamento desta matéria, a defesa de Daniel Vorcaro e os representantes da Sefer Investimentos não haviam se pronunciado oficialmente sobre o reexame das perícias. O espaço permanece aberto para manifestações.


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